DESERTO: LUGAR DE RESTAURAÇÃO E CONFORTO

08.06.2008 16:17

 

“Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação.”

 

 

Habacuque 3:18

 

                Assim como a vida humana, a  vida espiritual também é permeada por securas, tempo de aridez, falta de gosto, solidão e desânimo... Nestes períodos, somos privados das consolações sensíveis e espirituais. Mesmo que a gente não entenda, isto favorece nosso crescimento.  Apesar de muitos esforços, de disciplina na vida pessoal.  não sentimos gosto pela vida devocional, principalmente na leitura da Bíblia e na oração; ao contrário, experimenta-se nela o cansaço, o desânimo, a ausência da presença de Deus, como se Ele tivesse se esquecido de nós e o tempo parece que não tem fim.

A alma parece envolta numa espécie de torpor. É um tempo penoso, onde não se experimenta a alegria. Mas, também neste tempo Deus trabalha em nós. Jesus mesmo disse que "o seu Pai continua trabalhando". Deus trabalha sempre a nosso favor e como já dizia o apóstolo Paulo: "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus". (Rm 8:28) Este tempo de seca nos ajuda a desprender de tudo o que não proclama o senhorio de Jesus em nossas vidas, nos ensina e nos educa a buscar a Deus, por aquilo que Ele é e não por aquilo que Ele pode nos oferecer. Ajuda-nos a viver o abandono em Deus e a Ele nos entregarmos. "É preciso deixar tudo para abraçar aquele que é Tudo".

A aridez espiritual ajuda na conquista da humildade, nos faz entender que tudo vem de Deus e em tudo dependemos dEle. Este tempo penoso nos faz compreender que Ele é o Senhor dos dons e os distribui segundo a maneira que lhe apraz. Não somos nós que devemos ditar as ordens para Deus, Ele é o Senhor, Ele é Deus, Ele é livre e nós somos os seus servos. Assim Deus nos santifica. Sofremos muito, mas este é um sofrimento restaurador. Neste tempo aprendemos a servir a Deus sem gosto para fazê-lo. Aprendemos a buscá-lo em todos os momentos. Aprendemos que nossos olhos devem estar fixos nEle. Assim, Deus robustece a nossa fé, nos impele a não desistir na busca da prática do bem e ensina-nos o caminho da persistência da fé.

É por meio desse exercício que se fortifica “o amor, a fé e a esperança, destas três, o maior delas é o Amor”. O Amor de Deus para conosco, o amor nosso para com Deus e o amor mútuo da igreja redimida, uns para com os outros.

Que o Senhor te dê força quando o desânimo chegar.

 Medite em Habacuque 3: 16-19.

Rev. Simonton Rédua

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